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Império Romano - Sestertius comemora a conquista da Dácia (RARA)

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Império Romano - A conquista da Dácia (RARA) - Trajanus (98-117d.C.) - Valor: SESTERTIUS - Data: 107 d.C. - Metal: BRONZE - Conservação: SOB Última referência : Sale: Nomos 1, Lot: 148. Estimate CHF10000. Closing Date: Tuesday, 5 May 2009. Sold For CHF18000. This amount does not include the buyer’s fee.

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Império Romano - A conquista da Dácia (RARA) - Trajanus (98-117d.C.) - Valor: SESTERTIUS - Data: 107 d.C. - Metal: BRONZE - Conservação: SOB - Peso: 27,49 gr - Diâmetro: 35 mm - A/ Busto de Trajanus : IMP.CAES.NERVAE.TRAIANO.AVG.GER.DAC..PM.TRP.COS.V.PP - R/ Victoria escrevendo no troféu VIC DAC (Vitória sobre os Dácios) SC: SPQR OPTIMO PRINCIPI Última referência : Sale: Nomos 1, Lot: 148. Estimate CHF10000. Closing Date: Tuesday, 5 May 2009. Sold For CHF18000. This amount does not include the buyer’s fee. HISTÓRIA A Dácia Romana, também conhecida como Dácia Trajana (Dacia Traiana) ou Dácia Feliz(Dacia Felix), foi uma província do Império Romano de 106 a 271/275 d.C.. Seu território consistia do leste e sudeste da Transilvânia, o Banato e a Oltênia (regiões da atual Romênia). Desde o início a Dácia foi organizada como uma província imperial, e permaneceu como tal durante toda a ocupação romana. Foi uma das províncias mais latinizadas do império; aepigrafia oficial atesta que o idioma administrativo era o latim. Os historiadores estimam a população da Dácia romana entre 650 000 a 1 200 000 de pessoas. A conquista da Dácia foi concluída pelo imperador Trajano (98-117), após duas ferrenhas campanhas militares contra o reino dácio de Decébalo; como comemoração ao feito foi erguida em Roma a Coluna de Trajano, que ilustra em detalhes os preparativos e os combates travados naquela região. O território da região histórica conhecida como Dácia, no entanto, nunca foi totalmente ocupada pelos romanos; a maior parte da Moldávia, juntamente com Maramureş e Crişana, permaneceu sob o domínio dos dácios livres, mesmo depois da conquista romana. A conquista de Dácia, a batalha que levou Roma ao topo Trajano conquistou a Dácia e ampliou o império romano até o máximo de seu território. No início do século II, Trajano tornou-se o primeiro imperador que não nasceu em Roma. Da Espanha, sua terra natal, acompanhou o pai em conquistas nos limites do império, em especial no Oriente Médio. Menino, dormia nos acampamentos e aprendeu que a riqueza romana vinha sobretudo das conquistas militares. Quando chegou ao poder, sabia exatamente o que fazer. Por meio da conquista da Dácia, na atual Romênia, levou o império à sua máxima extensão. Motivado por duas vitoriosas campanhas militares (101-102 e 105-106) na região, moveu-se por todas as fronteiras do império e consolidou seu domínio até a Armênia e a Mesopotâmia. Para entender por que a conquista da Dácia foi importante, é necessário voltar ao tempo do antecessor de Trajano, Domiciano. Domiciano cometeu um erro que o tornou impopular: elevou os impostos para pagar o aumento de um terço dos salários de seus soldados. "Ele escravizou o próprio império". Para justificar os gastos e reduzir o prejuízo, Domiciano diminuiu o número de soldados e fez campanhas de saques nas fronteiras do império. Numa delas, contra a Panônia (região ao sul da atual Alemanha), o imperador resolveu pedir auxílio aos dácios. Naquele momento, o rei dos dácios, Decébalo, que já havia enfrentado Domiciano invadindo terras na fronteiras, aproveitou a oportunidade para fazer um acordo de paz com garantias de posse e poucos tributos. Quando, em 96, Domiciano foi morto por uma conspiração palaciana, Decébalo deu o acordo por encerrado e os dácios violaram a fronteira natural, o rio Danúbio. Trajano foi então convidado pelo Senado a intervir. Suas campanhas militares são conhecidas pelas figuras da monumental Coluna de Trajano, ainda preservada no centro histórico de Roma. A narrativa no friso em baixo-relevo representa não apenas as batalhas mas também cenas de transferências de tropas, trabalhos em fortificações, sacrifícios e embaixadas e, em alguns casos, episódios que devem ter sido narrados na obra Commentarii, livro escrito pelo próprio Trajano, que não chegou aos dias atuais. Tamanha homenagem em pedra não era por acaso. O inimigo estava incrustado no alto das montanhas Orastie, numa área de díficil acesso. Para cumprir a tarefa, Trajano, mobilizou 120 mil homens na campanha (mais de 10% da população da cidade na época). A força de guerra era bem menor, mas o imperador precisava de homens para carregar provisões, navegadores experientes para atravessar o Mediterrâneo, lançar barcos no Danúbio e construir estradas para levar máquinas de cerco até a fortaleza de Sarmizegetusa Regia, a capital dos bárbaros. Trajano atravessou o Danúbio com 13 legiões (cerca de 60 mil homens) na localidade de Viminacium e enfrentou o inimigo na Batalha de Tapae, na Transilvânia. Na primavera seguinte, o imperador estava de novo às portas de Sarmizegetusa, e Decébalo pediu paz. "Caído ao chão, fez a reverência. Trajano aceitou, assentou guarnições aqui e ali e retornou à Itália". A paz durou só 3 anos, tempo para os bárbaros se reagruparem. Nesse período, Trajano mandou construir uma ponte de pedra sobre o Danúbio com 15 m de altura. Era o necessário para atravessar as máquinas de cerco para a decisiva batalha de Sarmizegetusa. A Batalha de Sarmizegetusa No cerco final, Trajano tinha 18 mil homens contra um número bem menor de dácios, protegidos em cidadelas nas montanhas Orastie. O primeiro ataque dos legionários à fortaleza principal foi repelido pelos dácios com pedras e flechas. Antecessores dos hunos na região, os dácios já conheciam uma arma terrivelmente poderosa, o arco composto. Das muralhas, atiravam com grande precisão a longa distância. Os romanos se valeram de armas de cerco para atacar as muralhas e construíram plataformas para alcançar os muros. Entre as máquinas de guerra, estavam o aríete para derrubar portões e torres de cerco, com proteção para alcançar o topo das muralhas. Os legionários cercaram a fortaleza de Sarmizegetusa Regia construindo um muro de madeira para impedir fugas e busca de reforços. Entre uma linha e a outra, posicionavam catapultas de torção para atirar pedras. Os romanos também utilizaram bolas incendiárias, o que causou incêndios em toda a cidadela. Para atirar os projéteis, os legionários se valiam do onagro, uma catapulta para flechas, dardos e pedras envolvidas em bolas de tecido embebidas em betume. As tubulações de água que abasteciam a cidadela foram danificadas, obrigando os dácios a se render. Mas algumas fortificações, em outras regiões da Dácia, possuíam água em poços intramuros. Quando isso ocorria, a alternativa era apertar o cerco até que as provisões de alimentos terminassem e os sitiados se rendessem pela fome. Ao perceber a iminente derrota, Décebalo suicidou-se. Bicílis, amigo de Decébalo, relatou onde estava escondido o tesouro do rei. Do leito do rio Sergetia, os homens de Trajano retiraram uma fortuna em ouro e prata. A pilhagem financiou a construção da Basílica Ulpia, do Fórum do imperador e do local conhecido como Mercado de Trajano.

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